Morpheus aqui. Já faz algum tempo.
Boa parte do que virá abaixo é um comentário (e sou prolixo mesmo nos comentários) que fiz a um post de pessoas que tornaram-se-me queridas, de imediato, assim que as li: Dorei Fobofílica e seu Dono, Hipérion. Sabem onde encontrá-los.
Milla chamou-me a atenção para esse post, e pediu-me que o lesse com atenção. Fi-lo.
Estou muito satisfeito e agradavelmente surpreso, devo dizer, em observar que mais casais BDSM visualizam sua relação como uma história de amor. Às vezes, tenho a sensação de que o amor é proibido no BDSM...
Venho, por meio dessa postagem, apresentar meu completo apoio a esse casal (porque é isso que são, antes e mais do que Dono e submissa) que descobriu, completamente sozinho, que sua relação poderia e deveria ser uma relação BDSM, e que isso em nada atrapalharia a relação de amor que ambos tinham e têm, e que começou antes de que qualquer ideia BDSM se instalasse.
Desconheço a vida de Hipérion. Não sei se ele já teria tomado parte de uma relação assim, desconheço se leu a respeito do BDSM, se estudou os manuais de regras.
Sei que ele, de todo modo, abordou Dorei como mulher, antes de mais nada, e eles se amaram. Não quis impor a ela um sistema que ela desconhecia. Antes ajudou-a a descobrir o que ela era realmente.
Hipérion apresentou a Dorei a pessoa que ela de fato era, e que talvez jamais descobrisse sozinha.
Quero crer, porém, que, não tivesse ela o verdadeiro espírito de uma submissa, isso não o impediria de amá-la, e de ser amado por ela. Trata-se de um homem sábio, e respeito esses. E sábia a dama que o escolheu, e que permitiu que ele a transformasse em si mesma.
Amor, amigos e caríssimos leitores. É disso que se trata.
Uma cadela pode ser amada. Uma mulher pode ser chamada de cadela, e mesmo descobrir-se uma, sem que o amor que causa e que merece seja afetado.
Um Dono não precisa ser Dono para amar. Ele precisa ser um homem. E é isso que o faz ser amado.
Quem ama um Dono pode não ter entendido a ideia geral da coisa.
Quem quer usar uma cadela, apenas, talvez não tenha nascido para ser Dono.
Há saúde, amigos, e há doença. Eu sei de que lado estou, e em que lado está Milla. Assim como sei de que lado Hipérion e Dorei estão.
Parabéns aos dois.
Acrescento que o motivo que atraiu a atenção de Milla, e que a fez desejar que eu também lesse aquela postagem, foi a singular similitude entre a história deles e a nossa. Encontramo-nos também como homem e mulher; a dominação até existiu, mas apenas como um jogo, e foi terminantemente recusada, a princípio. Respeitei; eu a queria mais do que queria ser seu Dono.
Foi curioso como ela própria abraçou sua submissão, através de nossos contatos. Ela crê que a treinei. Eu creio que toquei, no instrumento que é ela, a música que eu a ouvia cantar, mesmo que ela própria não soubesse disso, e digo que foi um ato de improviso musical.
Milla era terreno não-mapeado, sequer por ela. Ao criar o mapa, posso ter criado a paisagem, em parte; posto montanhas e rios onde talvez não se soubesse que eles existiam, e quem sabe se existiam, então? Posso ter criado o viajante e o cartógrafo, também. Sei que nenhum de nós saiu incólume. Todos fomos transformados.
Gosto de que sou com Milla. Gosto do que ela é. Estimo que ela pense do mesmo modo. Sei, por outro lado, que as transformações jamais pararam.
O caleidoscópio vira, amigos e amados leitores. A imagem que virá, ninguém a sabe. A beleza, é claro, todos a adivinham.
Todos os capazes, é claro.
Morpheus falou.

5 comentários:
Fato:
a paixão, o amor e o BDSM, deveriam se fundir para daí nascer uma relação maravilhosa, cúmplice e sempre construtiva.
Claro que podem andar separadas, mas perde-se bastante da essência...
Há quem discorde, há quem concorde, eu concordo!
Belas palavras Morpheus.
Beijos carinhosos,
Tattourouge
Olá, Sr Morpheus!
Eu o saúdo e parabenizo a Milla por merece-Lo!
Não tenho visto por nenhum lugar que observo. digo, blogs,chats e nos quatro encontros em que fui, o amor se manifestar. Não consigo perceber a veracidade numa entrega sem ele, tomo como teatro, como não vejo como alguém consegue ter a insanidade de confiar a vida nas mãos de quem não a ama; de modo que para mim tudo fica parecendo muito promíscuo.
Não vejo que por vermos e agirmos de forma adversa e sermos minoria tenhamos que estar errados, ao contrário, eu me sinto bem e feliz assim.
Quanto a dúvida do Sr a respeito de meu Dono já ter possuído uma sub antes, a resposta é negativa. Conhecer ele conhecia, apenas de ler e de ter tido um casal vizinho na adolescência, por filmes, contos e coisa do gênero.
Quando digo que nossa relação não começou pelas práticas SM e depois passaram a uma relação de amor, todos se espantam, acham que o caminho inverso é possível, mas que o nosso caso é apenas um golpe de sorte muito grande.
Não é de se espantar que a mídia discrimine tanto os que fazem uso das praticas BDSM, pois quem não se respeita não se faz respeitar.
Por esta razão sinto uma grande satisfação de saber que és uma pessoa centrada, capaz de ser Dono e amar, fico imensamente feliz por Milla e venho aqui dizer da minha grande admiração e respeito por voces.
Tenho certeza que ao saber meu Dono também compartilhará de meus sentimentos e pensamentos.
Saudações ao Senhor e beijos carinhosos para Milla!
Perfeito Senhor Morpheus.
Ando imensamente satisfeita por visitar os blogs e visualizar sentimentos iguais, espressados com palavras diversas e contextos idem.
É como se o amor BDSM fosse um tabu, algo que não pode ser trazido a tona, sob pena de todos sofrerem consequências irreversíveis.
Somos seres...povoados de essências várias, não há como controlar alguns sentimentos.
Milla já trocou algumas impressões comigo. Vejo uma mulher centrada, madura, que sempre admite sua condição aprendiz, isso muito me admira nela...até hoje. Claro, há nela a Sua Figura, que a conduz, orienta, fazendo-a desabrochar sempre, em um ciclo que não acaba.
Só manifestamos as coisas belas em nosso íntimo, pois somos estimuladas pela doce presença de Nossos DONOS.
Saudações e beijos na Milla!
Dono lindo e muito amado! Senhor dos Sonhos de Milla...
Aqui estou para reafirmar que ser sua, sua tudo e não apenas submissa e escrava faz de mim, muito feliz...
Beijos apaixonadamente quentes e devassos!
Milla de Morpheus
Morpheus aqui.
Agradeço, meninas, as belas e generosas palavras.
Fico feliz por não estarmos sozinhos, eu e Milla, em nossos sentimentos e intenções... Espero que sejamos o início de alguma coisa interessante.
Sei perfeitamente do poder do sexo sem amor, sem vínculos. Também sei o que ele não traz. Acho que tudo acrescenta à sua experiência, mas cada um decide do que gosta mais. Acho que estou certo, e agradeço por não estar só.
Menina Dorei, não tive dúvidas sobre a vida pregressa de seu Senhor. Acho que me expressei mal; o que quis dizer foi que, independentemente do que ele ou você foram antes, o que está havendo agora é amor. Gostei, porém, de saber que você foi a primeira, boa menina.
Parabéns a todos...
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