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ELE, meu vampiro lindo... Te adoro, DONO!!!

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terça-feira, 21 de junho de 2011

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Morpheus, de novo. Milla não escreveu, mas leu, e me falou de inúmeras conclusões novas que ela teve sobre o meu modo de pensar. Quero dizer, me falou que teve tais conclusões, mas não me disse ainda quais elas são. É curioso pensar que o meu pensar gera conclusões e surpresas interessantes.

A propósito, quero agradecer a presença de tantas pessoas neste blog que mal começou. Eu me sinto um pop star cujos espectadores são seus ídolos. Ainda me é um pouco estranho: como conversar com Mick Jagger.

Começamos meio que juntos, eu dizia, eu dominador quase sem experiência, ela como submissa insuspeita.

Certa vez, eu escrevia como queria jantar com ela.

Eu a queria nua, sentada no prato de louça branca sobre a toalha rendada. O frio da louça em sua bunda. Seus sucos melando o prato. O cheiro em meu nariz. Brinquei com um garfo: passei as pontas no bico de um seio. Fiz o biquinho entrar entre os dentes do garfo. Ergui o seio, que eu sabia volumoso, com o garfo.

Ela se apavorou. Achou que eu a fosse furar. Pediu por favor que não a ferisse, que não suportava a dor. Garanti a ela que não iria estragar meu brinquedo.

Brinquei com o garfo em sua buceta. Arranhei de leve a carne gorda dos lábios. Quando quis enfiar o cabo do garfo no buraco, ela sumiu.

Agora, eu acho graça, mas na hora, eu mesmo me apavorei. Se não me engano, ela demorou um tantinho para voltar, e foi por e-mail, onde me disse que tinha adorado a experiência, mas que não se sentia capaz de lidar com aquilo. Gentilmente, me pedia que a libertasse.

Achei muito curioso aquilo; essa coisa de libertá-la. Eu disse que mal me descobrira como dominador, e se li os blogs e outras fontes da net foi apenas para me excitar, não para aprender regras e regulamentos e comportamentos aprovados pelo Código de Ética, rs... Eu não me sentia parte daquilo (na verdade, ainda não me sinto), acho que porque não me via em um relacionamento em que tais regras fizessem sentido. De certa forma, me eram ficção.

Agora eu. Eu, Milla do Morpheus, continuo esse relato:

Esse convite para jantar foi feito em nosso segundo encontro, no chat.
Chovia muito, muitos raios e trovões povoavam o céu, numa tarde de domingo...( Lembrei disso, quando escrevi o relato sobre minha própria criação. Esse conto-relato que é o meu primeiro post, onde eu tento explicar a importancia do Senhor Morpheus em minha vida.)

Morpheus, me encontrou e perguntou se eu tinha esquecido dele e afirmou ter sido muito rápido...

Eu respondí: Oi, que bom encontrá-lo, estava a sua procura!
Então ele disse - Tenho uma idéia!!! Em seguida me perguntou: Aceita jantar comigo?

O jantar seria servido em um ambiente especial.
Mesa enorme, toalha rendada branca, louça de porcelana branca, vinho, taças e talheres bem colocados, iluminação de velas dispostas em belos castiçais.
Vestido a caráter para um jantar especial,sentado a cabeceira, encontrava-se o Senhor Morpheus.

Ele me ordena que eu aproxime.Beija-me os lábios e em seguida ordena que eu me dispa.
Tiro a roupa devagar e olho fixamente em seus olhos.Seu olhar, me hipnotiza, me controla. Ajo de acordo com o seu desejo, como se estivesse lendo minha mente...

Sem tirar os olhos dos meus, ele me senta no prato e em seguida me beija inicialmente doce e em seguida com paixão. O desejo cresce eu sinto o garfo e a faca passeando pelo meu corpo. Sinto-me um tanto quanto suculenta, como uma carne mal passada, escorrendo sucos, molhando o prato e exalando cheiro e sabor.

Ao compreender que eu seria o prato principal, faltou-me o fôlego.Surtei.
Pelos deuses... Não dou conta disso. Principalmente quando voce me disse que ia enfiar o garfo na buceta. A faca no cú. Sentí-me cortada em pedacinhos. rss Fugi da net.Fugi de voce...

Mas me sentia presa, ligada ao DONO.Alma submissa. A minha aceitou tranquilamente, docilmente a condição de tua escrava.

Não, Senhor, nunca tinha lido nada, como acredita. Apenas embarquei na fantasia e me senti depois presa ao teu domínio. Tive pesadelos, acordei encharcada de suor e sentindo fortes dores na vagina onde estaria a faca e no ânus, onde estaria o garfo. Depois de duas semanas, decidi que pediria para sair do jogo. Não me achava com estrutura mental, psicológica, física, nem com idade para tal.Foi isso. Li muitos dias após. Procurando respostas para o meu querer. Ao mesmo tempo em que eu temia; queria, desejava, ansiava. Ânsias de sentir seu dominio e tudo o que mais tivesse. Ânsias pelo prazer que sabia que sentiria.Ânsias...

Encontrei sites muito interessantes e esclarecedores.Encontrei blogs belíssimos poeticamente lindos. E aprendí em diversas possibilidades, algumas coisas. Umas me fascinaram, outras não fazem parte de mim, pelo menos por enquanto...Mas estou aberta, a minha alma submissa e aprendente, sempre... Sou a medida em que és. E amo o Senhor, DONO.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Beijos


Minha boca procura doida
e a mente devassa
devassa-mente já não se controla mais.

meus beijos aprendem com seus beijos a serem gostosos,
safados, devassos, profanos.



Minha lingua procura, descobre, alisa, lambe e se acha em ti.
Beijo de lingua que sente o gosto de todo o corpo.
E o meu corpo responde, e sofregamente quer mais...


Continuo aprendente, DONO.

domingo, 12 de junho de 2011

Namorada


Disseste que querias a namorada
Eis-me aqui, em frente e verso...
Cabelos soltos, pés descalços, nua em pelo
Vontade louca de ter o corpo e a alma marcados
e o coração aprisionado pelas tuas mãos
De onde não faço questão de me libertar
permanecendo de joelhos e a teus pés



Disseste que querias a amiga
Eis-me aqui, coração batendo descompassado
boca entreaberta e sequiosa por teus beijos
poros abertos e fendas escorrendo e exalando o cheiro
da femea que o cio já não oculta mais
insanamente desejosa por voce.

Disseste que querias a cadela,
Aqui estou, a namorada que espera calmamente
que os dias passem, que as horas cheguem
A amiga mais fiel
Guardiã dos teus desejos mais ocultos
reveladora dos teus prazeres inconfessos
Aqueles que só contas quando deixas as marcas em meu corpo
que usado desfalece no prazer de ser.


Estarei sempre aqui e tu bem sabes.

Feliz Dia dos Namorados!

.

sábado, 11 de junho de 2011

PrimeiroPost




“Que nome você vai usar?”, você me perguntou e eu ri, porque nunca tinha pensado nisso – e não é essa a suprema ironia? Eu, um fã tão ardoroso de quadrinhos, eu que como identidades secretas no café da manhã, não tinha uma para mim.

E nossa natureza exige que usemos identidades secretas.

Eu nunca tinha feito um blog, mas pensara em fazer blogs diversas vezes, e talvez ainda os faça, com as coisas que escrevo ou desenho. Mas nestes, eu vou me assinar com meu nome real, porque quero que saibam que fui eu que fiz, e o que eu fiz.

Já neste...

É curioso como eu deveria me orgulhar do que este blog vai descrever e, de certa forma, me orgulho, e você sabe disso, ou deveria saber. Mas seguiremos ocultos, agentes secretos de uma organização secreta de que só nós sabemos, e que resolvemos expor, dessa forma tortuosa. Vamos jogar contra o patrimônio, vamos dar um tiro no nosso próprio pé, vamos fazer time contra nós mesmos e expor nosso segredo...

E vamos ter o maior prazer em fazer isso. O que isso nos torna? Loucos, provavelmente, e acho que não podemos nos negar isso, podemos? Nus e cobertos por uma tênue máscara, saltamos na garganta da noite para salvar o mundo (o nosso), para defender os oprimidos (nós), para vingar... sei lá o quê, mas queremos que o quer que seja vingue, cresça, floresça.

Eu tinha que gostar disso. Eu já achava a idéia de fazer um blog com você uma outra forma de fazer sexo com palavras, isso que fazemos tanto. Agora, acho ainda mais gostoso: somos heróis da resistência...

“Que nome VOCÊ vai usar?”, perguntei de volta, tentando ver se isso me ajudava a decidir.

“Milla”, você respondeu. Não sei a razão por trás desse nome (quero até te perguntar isso), mas acho uma versão do nome que a gente já usa para você. Legal; mas não me ajudou em nada. Eu seria o Millo? Não.

Pensei e lembrei do Sandman, de Neil Gaiman, a melhor série de histórias em quadrinhos já escrita (muito recomendável, caros leitores), que trata do Rei do Sonhar, o deus dos sonhos, para quem os gregos tinham um nome, que o personagem também usa: Morpheus. Achei bom. Morpheus. Tem a ver com as minhas preferências / referências artístico-literárias, com o que eu penso, e sinto e gosto, e ainda traz a mitologia grega, que é outra paixão. Morpheus. E soa bem. Morpheus.

Então, lembrei de “Matrix”, e de como o Morpheus de quem muitos se lembrariam seria aquele, desassociado de todo o referencial que certamente guiou os Wachowski a escolherem aquele nome. E pensei em como esse nome ia cheirar a nerdice primária...

Bom, não se pode ter tudo. E sou nerd, de fato. Longe de primário, espero.

“Morpheus”, eu disse. Eu serei Morpheus. Eu sou Morpheus.

Prazer em conhecê-los.

(Escrito por Morpheus, Senhor do meu Universo.
Amor reencontrado e de tantas existências)