Ela disse que transbordava de mim, e eu disse que não, infelizmente; porque, por mais que me apaixone a ideia de fazer um filho nela, eu sei que isso pode não ser conveniente. Assim, não gozo dentro da buceta dela. Não a deixo transbordando de mim.
Então, ela disse que estava grávida de mim; e me recordou o que eu próprio escrevera a ela, tempos atrás. E eu lembrei, e escrevi de novo.
Eu meti meu pau nela, até gozar. Esporrei em sua mente. Seus pensamentos melados de mim, indissociáveis de minha presença. Esporrei, farto, em sua alma. Minhas gotas escorrendo pela matéria translúcida e perolada que é ela, no fundo, no fundo.
Eu a engravidei. De dentro de suas entranhas úmidas de antecipação, fiz formar-se o que eu queria e precisava. Quem eu queria e precisava.
A nova Ela que me serviria como eu queria. Como Ela queria. Que a serviria como Ela mesma queria.
Como Zeus, tomei minha filha como mulher.
Não sabia, então, que eu tinha engendrado mais. Mesmo sem saber. Havia um gêmeo.
Fodemos durante toda a gravidez. Não estávamos ligados por cordão umbilical, mas por meu pau em sua buceta. Alimentei-me dos seus sucos. Ela alimentou-se de minha porra. O 69 Alquímico, o Casamento Mágico. Nosso sangue é um só.
Como Zeus, tomei minha irmã como esposa.
Quando ela meu pariu, eu mamei no seu grelo durante todo o processo. Ela gozou-me.
Sou quem eu não era, para Ela que é quem eu quero, para mim. Somos novos, os dois, e o mundo também é outro agora.
Melhor.