Morpheus aqui.
Usando de minhas prerrogativas (como tais, somente minhas), escolho fazer o que farei em seguida, e escolho fazê-lo publicamente (e, no devido momento, pubicamente...) para que não reste dúvida na mente de quem acompanha este blog e esta relação, e isso inclui a nós mesmos, os dois atores envolvidos.
Escolho, eu digo, e poderia escolher fazer nada publicamente, e o mesmo valor teria o ato, no que me concerne. Mas esta é a medida da importância que damos a vocês que nos acompanham e nos honram com sua presença e comentários.
O ato:
Aqui, diante de vocês, escolho tomar oficial e formalmente a menina que vocês conhecem como Milla de Morpheus e declará-la propriedade unicamente minha, para meu uso pessoal, do modo que eu escolher e que melhor me aprouver.
Não determino data de término para esta condição. Até onde sei, ela será minha pelo tempo que durarem nossas vidas, e as próximas vidas que se seguirem a esta, como já aconteceu em diversas vidas anteriores a esta.
Não determino que qualquer das partes tenha o direito de pretender revogar o determinado hoje, aqui. Revogam-se as disposições em contrário.
Para celebrar e marcar este momento em que concedo a Milla de Morpheus a subida honra de me pertencer, concedo a ela o direito irrecusável e o dever irrevogável de usar a minha coleira, identificando-a como propriedade minha. Fotos disso comprovarão o fato, em um futuro próximo.
Milla de Morpheus já trazia em seu nome o fato inquestionável de que me pertence: usa meu nome como sobrenome, como fosse minha mulher, minha esposa, minha filha, minha irmã, minha mãe. E ela é tudo isso. Escolho que ela mantenha essa ascendência em seu nome.
O nome Milla agrada-me, e não vejo razão para trocá-lo por outro que me desse mais prazer, pois outro não há. Outros nomes que uso para nomeá-la, escolho mantê-los em segredo. Para todos, Milla de Morpheus ela permanecerá, inclusive com a inicial maiúscula que os livros de regras negam às submissas. Eu, porém, sou Dono, Rei, Mestre, Autor; eu escrevo livros. Não vejo razão alguma para ter que submeter-me (exceto por escolha minha) a regras que eu próprio não escrevi, ou subscrevo. Respeitarei, é claro, a todos e às regras que escolherem seguir; é a única coisa digna a fazer. Mas Milla fez por merecer a inicial maiúscula (assim eu escolhi pensar); e a Ortografia assim o dispõe, e esta é uma das regras que escolho seguir...
A propósito, Morpheus é meu nome, o nome que escolhi. Sei que meu e-mail e o modo como sou identificado neste blog apresentam o nome Senhor Morpheus, mas isso se deve mais a questões técnicas enfadonhas do que a um desejo meu. Sou, de fato, um Senhor, é inegável; quem eu domino sabe disso muito bem, e refere-se a mim do modo devido.
Por isso, essa que é minha chama-se Milla de Morpheus, e não do Senhor Morpheus.
Por último, mas não menos importante: concedo a Milla de Morpheus o direito e o dever de grafar seu nome como segue:
{Milla}_Morpheus
Representando em seu nome sua condição de estar encoleirada.
Milla é minha cadela. Revoguem-se as disposições em contrário.
Morpheus falou.
