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ELE, meu vampiro lindo... Te adoro, DONO!!!

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sábado, 3 de dezembro de 2011

E agora?



Nasci de ti, Senhor...
Fui aos poucos deixando de ser o que era e quem era
para ser tua Milla...
No princípio Milla, por um tempo Milla,  para depois ser Milla de Morpheus....
{Milla}_deMORPHEUS
Construída e moldada com tuas mãos, sob tua condução me fiz...
Sentí a dor e o prazer de pertencer-te.
Visitei o inferno e o céu.
Cresci como pessoa, como mulher, como femea e descobri que a vida só fazia sentido pelo Senhor.
Para o DONO, eu seria o que quisesse. Ele é o DONO. Assim pensava, respirava e acreditava essa cadela aqui...
E agora?
O que faço de mim?








quinta-feira, 7 de julho de 2011




Cheguei, amor.
Depois nos falamos.
Te amo, cadela...
Até amanhã!

Coisa mais interessante!
Recebi essa mensagem ontem pelo celular, a noite, depois de conversar com o DONO.
Estava muito cansada e queria muito deixar uma mensagem para a minha amiga que estava aniversariando. Ele sabe da importancia das pessoas em minha vida. De como gosto de cultivar as amizades e de como sou fiel as poucas que cultivo.
Ele sabe... Aos poucos vai conhecendo-as por mim. Sente carinho. Se preocupa, junto comigo.E ajudou-me a escrever o post para a Ju.
Acho que é uma forma de saber o que tenho feito e como estou, quando a distancia entre nós nos aparece forte.

Quando nos achamos ( ainda acredito que é assim) nunca imaginei que era essa a minha lacuna maior. Sentia um vazio, um espaço enorme, um lugar em mim inabitado.Lugar que eu nem sabia onde estava nem do que se tratava. 
Até nos acharmos; e desse dia em diante, (09 de Novembro) percebo que nunca mais fui a mesma.
Sou muito intensa, vivo as sensaçoes de modo muito forte e vibrante. Tanto as que me causam medo, pavor, quanto as que me causam prazer, satisfação, gozo. Mas pelo menos uma coisa bacana reconheço em mim. Sou aprendente.
Ser aprendente é para mim condição indispensável para o grau de crescimento e evolução que pretendo alcançar. A outra coisa importante é a capacidade do DONO de intervir para que eu cresça. Por sua condução sábia, integente, perspicaz, sei que um dia serei digna de alcançar o que toda cadela almeja. Mas espero esse dia com calma. Sei que ainda não é a hora. No momento oportuno, se por merecimento, serei agraciada com a realização do meu desejo. Meu desejo sim. Por que não?

Mas esse post não pretende tratar de coleiras. Considero que esse momento, conduzido por um verdadeiro DONO, não deve acontecer por qualquer motivo. A precipitação e antecipação do ato, baseado em critérios superficiais, geram a mesma superficialidade e precipitação. Coleiras são facilmente perdidas. Tenho visto isso com muita frequencia.Mas o que isso tem a ver com esse post? Tá. Explico.Esse post pretende tratar do caminho.

Acredito que o verdadeiro Dominador é aquele que é capaz de ler a alma da sua submissa. Ao conduzí-la sabe exatamente por onde levá-la, como guiá-la, como cobrá-la e puni-la. Ele sabe quais são os  limites e investe sempre em suas possibilidades, então não a sufoca com regras e conceitos pré-estabelecidos. Isso é fácil. Existem cartilhas e manuais inteiros para serem decorados e executados de forma mecânica e meninas querendo brincar de ser submissa. Dominar é considerado por mim um DOM.

Um grande dominador não precisa decorar tais manuais, mecanicamente aplicar suas regras, por quecada caso é um caso.Então como aprendente é assim que eu penso. Retormando ao principio, relembro das inúmeras vezes em que perdi o fôlego, surtei, fraquejei e DONO sorriu tranquilamente.
Eu dizia que era muito fraquinha até o dia em que Ele me proibiu de repetir isso. DONO obrigou a ver isso, quando me pegou por trás e me fez olhar a minha imagem refletida no espelho. Maior que eu, com total controle da situação estava a Dele. Sorri para o que vi e a partir desse dia as coisas ficaram muito claras para mim.

Pela mente agora passa um filme de tudo. Desde o começo. O folego perdido, as faces em brasa, buceta úmida e escorrendo, mas sem querer admitir. Cadela? Nunca, não sou isso... Os meses passaram, quase oito né? Nesses oito meses muita coisa mudou. Aprendi o que poderia, nesse tempo. Amo o Senhor Morpheus e a forma linda como me conduz e conduz essa história. Desejo crescer como submissa. Mas não só como submissa. Não sou só isso. Tenho muitas dimensões. A submissão faz parte de mim, encontra-se instalada em minha alma e recebe vida por meu coração que ao mesmo tempo vibra pelas descobertas que são despertadas em mim.

Ontem a noite, refleti sobre todas as coisas e escrevi algumas delas aqui. São tão preciosas para mim,  que preferi postar assim aos poucos, em conta gotas. Até por que tudo é muito novo. Algumas coisas ainda me são muito complexas. Estou sendo orientada a organizá-las uma por uma. Mas uma coisa eu posso afirmar. Sou cadela sim. Essa fêmea sente agora um enorme prazer em reconhecer isso.
Obrigada DONO lindo pela paciencia com a cadelinha aqui.




 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tempos e Fases



Milla: De que são feitos os teus tempos?
Morpheus: Da matéria fugaz que compõe os sonhos que queremos realizar, mas não conseguimos alcançar, ou encaixar em nossas vidas...

Milla: De quantos sóis necessitas para sair de tuas prisões?
Morpheus: Eu nunca soube... eu sigo esperando os sóis passarem e espero sair de minhas prisões. As piores noites têm um sol pregado em cima, escrevi uma vez.

Milla: De quantas luas fazes uso para tecer tua poesia?
Morpheus: Eu invento as luas dentro de mim, e a poesia me vem. É mais fácil quando alguém me traz a Lua, como você. Não é à toa que a Lua era uma deusa, ou mais de uma, se pesquisarmos bem. Você tem sido a minha deusa, e responder a você já é quase fazer poesia...

Milla: Quantos sóis e quantas luas,
quantas noites e quantos dias...
Morpheus: Eu gosto de pensar que nunca vou embora. Que estou dentro de você, guardado em seu coração
guardado em sua buceta,
guardado em sua mente e em sua alma
Assim, jamais me afasto. Assim, jamais deixo de existir...

Milla: Nunca respondes quando meu grito dilacera as madrugadas
Morpheus: Acredite que se você grita... O meu desejo é ser a causa dos seus gritos, uma causa das mais belas e nobres e safadas, ser a causa e a consequência dos seus gritos...

Milla: e te procuro dentro da noite que se esvai
Morpheus: Procure-me onde eu estou. Onde você me pôs. Onde me honro de estar. Em minha casa...

Milla: enquanto eu fico,
desejo e gozo sufocados,
amassados nos lençóis da aurora que me cobre
Morpheus: Se teu gozo está sufocado, o meu quer respirar teu fôlego.

Milla: Se o que tenho é a incerteza da espera
meu corpo arde no que mais me falta
Morpheus: Sem resposta. Isso é lindo...

Milla: esfrego-me nas paredes
Morpheus: Sou as paredes...

Milla: derrubo quadros e imagens
Morpheus: Sou as imagens em sua mente.

Milla: grito seu nome e em resposta escuto o eco trazido pelos ventos
Morpheus: Pode ser a minha voz...

Milla: eles me acariciam o corpo
Morpheus: Sou eu...

Milla: marcado por tão longa espera
de você
Morpheus: Eu nunca me fui...

Milla: que simboliza hoje
o que seria a minha eterna solidão
Morpheus: Não diga isso. Há um histórico divino e mitológico que nos sustenta. Eu não sei se serei sozinho de novo. Eu sei que você existe.
Gostaria que se sentisse assim... Você é minha, minha, minha...

Esse texto é um poema escrito a quatro mãos. Milla escreveu,
Morpheus escreveu,
Os dois escreveram e continuam escrevendo.
Para compreendê-lo, você pode ler Milla e depois Morpheus, ou pode ler os dois juntos. Não há fórmula, não há receitas, não existem modelos determinados.
Eles buscam a sua trilha,
enquanto dá-se a caminhada.
O caminho?
Eles seguem.
Onde irão?
Ao encontro do que é desejado, não importa quanto tempo dure...
Sempre foi assim...