No princípio, era o caos...
Cobrira-se tudo de cinzas. Era ela assim, sem saber ao certo quem era ou o que esperar de sua vida. Apenas uma névoa tênue, de matéria disforme, sem explicação, completamente difusa, confusa, etérea, dissipando-se pelo ar. Porém, aquele que seria o Senhor deste Universo surge, por entre uma grande tempestade de raios e trovões e, para o seu deleite, como se envolvido em uma brincadeira, começa a criar aquela que seria a sua mais fiel serva.
Aos poucos, ele a constrói. Usa suas mãos para moldá-la. Enquanto a define, povoa-lhe a mente soberana com sonhos e desejos de alegria que se transformam em gozo. O falo do criador se endurece com a contemplação de sua obra, enquanto ele decide se quer traçar-lhe seu caminho e quais atalhos permitirá que ela trilhe. Ele sabe como a quer. Usou da mesma matéria, antes sem vida e, ao criá-la, permitiu que estivesse dentro dela o poder de exalar o que ele era, e como essa fêmea lhe pertencia. E a fez exalar o seu perfume, de fêmea, alucinada pelo tesão que por ele explodiria. Sua criatura receberia muitas tarefas e poderia realizar muitas ações, mas a tarefa mais importante de todas seria aquela que, para ele, era considerada a mais sublime, seria o modo de aproximar criatura e criador. Ele a fez para ser sua. Sua tudo o que quisesse. Imprimiu nela a sua marca. Marca de propriedade e posse que ela carregaria, por quanto tempo ele assim o expressasse.
Após inicialmente moldada, um sopro vital a acorda para a vida. Assim, seu Criador a contempla e, num sorriso de satisfação com o resultado, que somente os deuses são capazes de dar, ele decide que a quer. Seu falo ereto e duro penetra-a com força, ele a que criou para seu prazer, para o prazer de ambos, mexe-se em suas entranhas e aos poucos, lentamente, os olhos dela se abrem. Ela não enxerga muito, mas acordou para a vida através do gozo. Uma onda de prazer a fez estremecer, uma claridade intensa a ofusca e, de repente, aos poucos, eis que surge a imagem de seu criador. Suas faces esquentam, seu corpo é mais uma vez invadido, ele a abraça, a beija, a excita. Deu-lhe agora o direito de sentir cada centímetro de pele do seu corpo reagindo ao seu toque. O toque forte daquele que a deseja com fúria, o toque suave daquele que a conhece porque a criou. Mais uma vez, ele a toma e a penetra, seu falo duro entrando e saindo dela. Nesse momento, ela aprende que está sendo fodida, e que ele é o seu Senhor, enquanto, mais uma vez, estremece e goza. De sua fenda jorra o precioso líquido que encharca a terra, e por ela nascerão riachos, rios e mares. Ele gostou do resultado alcançado, mas pensou que ainda era muito pouco, precisava fazer mais. Ele a queria muito e sempre. Quis colá-la a si, refletir nela sua própria imagem, penetrar tão profundamente que ele mesmo se guardasse dentro dela.
Beijou sua boca, chupou-lhe a língua e mordeu-lhe os lábios, com sofreguidão e lascívia e, atraído pelo seu cheiro, foi descendo as mãos pelo corpo, enquanto a criatura sentia dentro de si a mesma tempestade que ocorria ao seu redor. Raios e trovões internos sacudiam-na enquanto a boca quente dele a explorava, com firme delicadeza. Sua língua despertava-lhe sensações deliciosas. E ele lentamente enterrou sua boca na femea que era sua, provando o sabor do líquido que escorria por entre as pernas. Sua língua explorando o lugar que ela sempre teria como representação da existência. Ela gozou para o seu senhor e, junto com o seu gozo, as plantas surgiram e floresceram e deram frutos. Encantada com o que viu, ela o olha nos olhos e aprende o que significa gratidão.
Para expressar o sentimento que surgiu, e agora tendo recebido o sopro da vida e o segredo da geração de mais vidas, ela o adora. Em adoração, demonstra que compreendeu que é sua criação. E que sendo assim ele é seu Dono e Senhor a quem deve sempre honrar e venerar, ele é o guardião das chaves de seu paraíso. Uma onda de desejo enche-lhe a alma, a criatura sente que a fêmea que mora em sí se agita, quer agradecer, quer saciar a fome e a sede daquele que lhe deu a vida e que por tempos infinitos vagou só, pelo seu Universo, até que sentiu solidão... Foi por sua solidão que ele a fez, a desenhou para que o completasse, o preenchesse em seus espaços vazios. Depois de tê-la desenhado, pinta o seu corpo, com as cores da paixão.
A fêmea compreendeu quem era, percebeu o que desejava fazer para homenageá-lo. Então, sem pudores, devassa, sorrindo, segura o membro do seu senhor entre as mãos e, abrindo a boca, o recebe, beija-o, chupa-o e desliza a língua, enquanto ele geme e se contorce de prazer. Ele a agarra pelos cabelos para que ela o olhe. Nesse momento, ele lhe mostra que ela deve ser forte como mulher e que nada deve temer, porque ele está com ela. Gozando em sua boca, o Senhor esporra em sua mente, demarcando território, mostrando a ela quem a possui. Ela não sabe ainda de todos os seus sentimentos, eles lhe serão entregues aos poucos como presentes, como mimos, a cada desejo realizado, a cada desafio superado.
Ele a presenteou com os mais belos encantos, a preencheu com a liberdade de ser fêmea e ela retribui com o desejo de servi-lo. Parece estranha a sensação de vida que se aproxima dela a cada instante, e os caminhos que encontra para superar-se. Ao presenteá-la com a feminilidade latente, ele a fez com o direito a multiplicidade, e exigiu que sua alma, desenhada por jorros e jorros de seu gozo, do seu sêmem, a cada dia, desejasse fortalecer-se e tornar-se corajosa e ela sabe que, para deixá-lo feliz, pode ser o que quiser, quantas desejar. Ela é o seu brinquedo e ele quer a todas. Ele a fez assim, para que o honrasse e adorasse. Ela é a sua criatura, Ele seu criador, seu deus, senhor de seu destino, senhor de seu Universo, de sua mente e de seu coração. Ele assim a fez para que o fizesse, e ela o faz a cada dia.
Ele é seu dono, ela sua escrava. Ele seu macho, ela sua fêmea. É sua irmã, sua cadela, sua buceta, sua filha, sua puta, sua boca, entre tantas outras coisas.
Seus olhos se fixam no horizonte perdido, enquanto espera por ele.
Ela sabe que ele virá...
(Imagem obtida via Internet/Google)
Cobrira-se tudo de cinzas. Era ela assim, sem saber ao certo quem era ou o que esperar de sua vida. Apenas uma névoa tênue, de matéria disforme, sem explicação, completamente difusa, confusa, etérea, dissipando-se pelo ar. Porém, aquele que seria o Senhor deste Universo surge, por entre uma grande tempestade de raios e trovões e, para o seu deleite, como se envolvido em uma brincadeira, começa a criar aquela que seria a sua mais fiel serva.
Aos poucos, ele a constrói. Usa suas mãos para moldá-la. Enquanto a define, povoa-lhe a mente soberana com sonhos e desejos de alegria que se transformam em gozo. O falo do criador se endurece com a contemplação de sua obra, enquanto ele decide se quer traçar-lhe seu caminho e quais atalhos permitirá que ela trilhe. Ele sabe como a quer. Usou da mesma matéria, antes sem vida e, ao criá-la, permitiu que estivesse dentro dela o poder de exalar o que ele era, e como essa fêmea lhe pertencia. E a fez exalar o seu perfume, de fêmea, alucinada pelo tesão que por ele explodiria. Sua criatura receberia muitas tarefas e poderia realizar muitas ações, mas a tarefa mais importante de todas seria aquela que, para ele, era considerada a mais sublime, seria o modo de aproximar criatura e criador. Ele a fez para ser sua. Sua tudo o que quisesse. Imprimiu nela a sua marca. Marca de propriedade e posse que ela carregaria, por quanto tempo ele assim o expressasse.
Após inicialmente moldada, um sopro vital a acorda para a vida. Assim, seu Criador a contempla e, num sorriso de satisfação com o resultado, que somente os deuses são capazes de dar, ele decide que a quer. Seu falo ereto e duro penetra-a com força, ele a que criou para seu prazer, para o prazer de ambos, mexe-se em suas entranhas e aos poucos, lentamente, os olhos dela se abrem. Ela não enxerga muito, mas acordou para a vida através do gozo. Uma onda de prazer a fez estremecer, uma claridade intensa a ofusca e, de repente, aos poucos, eis que surge a imagem de seu criador. Suas faces esquentam, seu corpo é mais uma vez invadido, ele a abraça, a beija, a excita. Deu-lhe agora o direito de sentir cada centímetro de pele do seu corpo reagindo ao seu toque. O toque forte daquele que a deseja com fúria, o toque suave daquele que a conhece porque a criou. Mais uma vez, ele a toma e a penetra, seu falo duro entrando e saindo dela. Nesse momento, ela aprende que está sendo fodida, e que ele é o seu Senhor, enquanto, mais uma vez, estremece e goza. De sua fenda jorra o precioso líquido que encharca a terra, e por ela nascerão riachos, rios e mares. Ele gostou do resultado alcançado, mas pensou que ainda era muito pouco, precisava fazer mais. Ele a queria muito e sempre. Quis colá-la a si, refletir nela sua própria imagem, penetrar tão profundamente que ele mesmo se guardasse dentro dela.
Beijou sua boca, chupou-lhe a língua e mordeu-lhe os lábios, com sofreguidão e lascívia e, atraído pelo seu cheiro, foi descendo as mãos pelo corpo, enquanto a criatura sentia dentro de si a mesma tempestade que ocorria ao seu redor. Raios e trovões internos sacudiam-na enquanto a boca quente dele a explorava, com firme delicadeza. Sua língua despertava-lhe sensações deliciosas. E ele lentamente enterrou sua boca na femea que era sua, provando o sabor do líquido que escorria por entre as pernas. Sua língua explorando o lugar que ela sempre teria como representação da existência. Ela gozou para o seu senhor e, junto com o seu gozo, as plantas surgiram e floresceram e deram frutos. Encantada com o que viu, ela o olha nos olhos e aprende o que significa gratidão.
Para expressar o sentimento que surgiu, e agora tendo recebido o sopro da vida e o segredo da geração de mais vidas, ela o adora. Em adoração, demonstra que compreendeu que é sua criação. E que sendo assim ele é seu Dono e Senhor a quem deve sempre honrar e venerar, ele é o guardião das chaves de seu paraíso. Uma onda de desejo enche-lhe a alma, a criatura sente que a fêmea que mora em sí se agita, quer agradecer, quer saciar a fome e a sede daquele que lhe deu a vida e que por tempos infinitos vagou só, pelo seu Universo, até que sentiu solidão... Foi por sua solidão que ele a fez, a desenhou para que o completasse, o preenchesse em seus espaços vazios. Depois de tê-la desenhado, pinta o seu corpo, com as cores da paixão.
A fêmea compreendeu quem era, percebeu o que desejava fazer para homenageá-lo. Então, sem pudores, devassa, sorrindo, segura o membro do seu senhor entre as mãos e, abrindo a boca, o recebe, beija-o, chupa-o e desliza a língua, enquanto ele geme e se contorce de prazer. Ele a agarra pelos cabelos para que ela o olhe. Nesse momento, ele lhe mostra que ela deve ser forte como mulher e que nada deve temer, porque ele está com ela. Gozando em sua boca, o Senhor esporra em sua mente, demarcando território, mostrando a ela quem a possui. Ela não sabe ainda de todos os seus sentimentos, eles lhe serão entregues aos poucos como presentes, como mimos, a cada desejo realizado, a cada desafio superado.
Ele a presenteou com os mais belos encantos, a preencheu com a liberdade de ser fêmea e ela retribui com o desejo de servi-lo. Parece estranha a sensação de vida que se aproxima dela a cada instante, e os caminhos que encontra para superar-se. Ao presenteá-la com a feminilidade latente, ele a fez com o direito a multiplicidade, e exigiu que sua alma, desenhada por jorros e jorros de seu gozo, do seu sêmem, a cada dia, desejasse fortalecer-se e tornar-se corajosa e ela sabe que, para deixá-lo feliz, pode ser o que quiser, quantas desejar. Ela é o seu brinquedo e ele quer a todas. Ele a fez assim, para que o honrasse e adorasse. Ela é a sua criatura, Ele seu criador, seu deus, senhor de seu destino, senhor de seu Universo, de sua mente e de seu coração. Ele assim a fez para que o fizesse, e ela o faz a cada dia.
Ele é seu dono, ela sua escrava. Ele seu macho, ela sua fêmea. É sua irmã, sua cadela, sua buceta, sua filha, sua puta, sua boca, entre tantas outras coisas.
Seus olhos se fixam no horizonte perdido, enquanto espera por ele.
Ela sabe que ele virá...
(Imagem obtida via Internet/Google)


2 comentários:
Linda mila,
é tão gostoso e interessante conhecê-la aos poucos, através de teus relatos, de seus sentimentos e das suas emoções.
Desejo que essa construção que esta sendo feita em você, como se fosses um diamante, dure a ponto de você tornar-se perfeita em tua submissão, de tua entrega de corpo, coração e alma...
Estarei aqui segundo-te, e espero vê-la desabrochar cada vez mais no comando de teu criador e DONO.
Seja bem vinda!
Beijos carinhosos,
Tattourouge
Milla ...
Que texto mais lindo , é poesia da mais pura , encantadora e instigante . Apenas uma criatura dotada de imensa sensibilidade , seria capaz de produzir uma riqueza de texto como esse .
A criatura , nasceu , cresceu tanto que hoje não cabe mais dentro de si ... o mundo te aguarda , Milla .
Um beijo , minha amiga do coração .
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